Teste secreto pra quê?

A F1 informou que a primeira semana de testes dos novos carros, marcada para 23 a 25 de fevereiro em Barcelona, será basicamente secreta. Não haverá transmissão pela Sky Sports ou qualquer emissora, tampouco pela F1 TV, e nem mesmo o livetiming para acompanhamento das voltas estará disponível. Também não será permitida a entrada de público – mas não se sabe se pela covid em si ou por este caráter todo peculiar.

A categoria não explicou o motivo para tamanha calamidade a não ser querer dar uma importância tamanha para a segunda semana de testes em Sakhir, já em março, como se fora uma espécie de apresentação oficial da categoria.

É um desserviço completo. Em pleno ano de 2022, considerar uma ideia como esta, e pô-la em prática, é completamente contra tudo que o Liberty Media apregoou desde então. A restrição de informações é desrespeitosa com os profissionais da mídia, sobretudo para grupos que pagam pelos direitos, e igualmente com o público. Haverá punição para alguma equipe que resolver compartilhar informações e imagens? Se algum paparazzo estiver fotografando ou filmando do lado de fora, será detido? Depois da maior final que a F1 já teve, com a expectativa que temos em ver Max Verstappen e Lewis Hamilton atuando e com a fúria de parte do povo com o resultado final em Abu Dhabi, esconder não é pior?

A F1 começa 2022 dando marcha-ré.

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O punhal na alma e a resistência de quem quer vencer

Naquele novembro em que a F1 voltou a São Paulo, as cenas de sempre se repetiam em Interlagos em um espaço de arquibancada em que os marmanjos precisam se sentir mais marmanjos: lá dos lugares mais altos sobre as ripas de madeira, viam ali as mulheres jovens que queriam diversão com os carros e os pilotos e proferiam os assédios mais primitivos e toscos, aquelas frases e definições que a gente sabe bem como e por que existem. Mas com os tempos de zilhões de redes sociais, saber o que rolou e quem são os assediadores fica mais evidente. Havia meninas que estavam ali pela primeira vez, e depois da sexta-feira, sequer quiseram voltar; outras que foram insistência tiveram de seguir até mesmo um dress code previamente combinado em grupos para evitar que ouvissem um replay – na prática, atuarem como numa Arábia Saudita repressora.

Foram poucos, mas houve homens que se insurgiram contra os machos de pouca-pica. Houve uma amenização, mas nada que venha a curar o comportamento. Para uma degustação completa do caso em si, recomendo fortemente abaixo o WGP, programa do GRANDE PRÊMIO feito por Evelyn Guimarães, Juliana Tesser e Ana Paula Cerveira a reboque da excelente corrida em pista.

O que eu fico me perguntando por vezes é o que leva uns cidadãos que pagam pelo menos 700 contos de rachadinhas a agirem como neandertais que estão lá não só para acompanhar uma corrida dos mais rápidos carros do mundo, mas importunarem pessoas do sexo oposto por sua aparência física, por sua roupa, por sua presença. Seria mais eficiente se aplicassem este dinheiro em uma terapia ou psicanálise porque o caso não parece se resolver amigavelmente numa conversa ou simples toque. A PM não está ali fazendo qualquer cordão ou marcando presença com seu cassetete. O evento em si também não disponibiliza segurança suficiente para atuar. No ano que vem, lá estará o grupelho agindo esperando a primeira mulher para soltar o imbecil gracejo que leve os seus a rirem.

Daí vem a semifinal da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Palmeiras x São Paulo, sábado à noite, dia lindo, cenário propício para ir ao estádio. Mas não. Só pode ir ao estádio a torcida do São Paulo, porque há uma proibição da presença de duas torcidas no estádio, porque as mentes brilhantes que não frequentam estádio são pequenas, porque as mentes de quem comanda são pequenas mesmo, se desse privatizariam as torcidas, assim também davam um jeito de preto não ir a estádio, mas tá lá, torcida do SPFC entra, do Palmeiras vê de fora, nem pode gritar ‘ôôôô… Trikas!’ num tiro de meta. Dadas as condições, rola o jogo, jogo interessante, Palmeiras abre 1 a 0 logo no começo, perde chances de ampliar a vantagem no primeiro tempo, apito, apito de novo, segundo tempo do São Paulo, aperta, aperta mais, bola na trave, paralisações, 7 minutos de acréscimo e invasão de campo.

Não eram apenas gaiatos que queriam partir pra cima da molecada verde na intimidação: um deles portava um punhal. Aos 22 dias da desgraça de 2022, um sujeito saiu do cafofo dele para ir a um jogo de futebol sub-21 sem torcida rival portando uma arma branca. Não imagino que tenha sido para descascar uma laranja enquanto se comove com a peleja, afinal a laranja não teria passado aos olhos dos atentos PMs. Não quero também atrelar o torcedor à facção que dias atrás soltou uma carta imponente se rebelando contra o termo Trikas, mas é importante salientar que esta organizada, segundo o repórter Giovanni Chacon, da Jovem Pan, fez um corredor polonês na saída do estádio e ameaçou quem usava piercing, dread e outros, de modo que há um comportamento de superioridade de raça – que sabemos bem onde encontramos isso na história –, e provavelmente há um regimento interno que impõe aos seus se portarem desta maneira totalitária.

Há tempos que o futebol entrega mais frustração do que êxtase. Não é o jogo em si: o meu ou o seu time perder é inerente ao esporte; a questão é o pacote. É a beligerância das gentes que não sabem conviver entre si e tratam o torcedor rival como inimigo; é a resposta indigna que o Estado dá impedindo quem quer de fato torcer, e aí barra a entrada de quem tem livro, xampu ou caneta, proíbe o terrível sinalizador, proíbe o fatal cartaz de papelão provocativo, proíbe a presença dos torcedores do time de fora da casa em SP; e aí a PM, que não deveria ser bedel de marmanjo, faz o que se espera de quem tem a essência da ditadura: existe e erra, e então proíbe o que não deveria ser proibido e deixa passar o que representa perigo, e, diante do perigo, vai lá o grupo de fardados poderosos agir como coelhinhos da Duracell, não com as baquetas, mas com os cassetetes na mão, para descer a porrada, e se pode resolver na conversa, não importa, é porrada, porrada, porrada, o corpo no chão, a criança com medo, foda-se, é porrada, porque a vida é descer a porrada. Mas o que a PM fez no caso lá do vagabundo com punhal num jogo semifinal de juniores? Nada, porque aí tiram a pilha do fardado e ele não sabe o que faz. O que o Estado vai fazer com o vagabundo que levou o punhal? A gente sabe, nada, no máximo descobrem o CPF por pressão, detém por um tempo e depois deixam pra lá, esquece, o tema do momento é outro, mas o importante mesmo é reunir os engravatados e os fardados com os calças apertadas para que pensem em mais proibições e aumentem o número de fardados com cassetetes nos estádios em que o público tem de se portar como em um teatro.

Quem, na plenitude da capacidade mental, tem hoje gosto real para torcer no Brasil sabendo que a F1 não é uma corrida de carros de alta performance com 20 pilotos e futebol não é uma prática esportiva de 90 minutos de jogo entre duas equipes, mas a exposição em tempo real e multimídia do porão da nossa sociedade?

Os tempos de hoje, na esfera geral da merda que 57 milhões ajudaram a eleger, inflam esse comportamento violento. Muitos destes refletem o discurso sempre raso e tosco do inominável e encontram respaldo na ausência de punição. O assédio do cara que vai ao autódromo para intimidar as mulheres que nem conhece mexe na nossa mente. O punhal do cara que vai ao estádio para atacar o rival que nem existe finca na nossa alma. A falta de combate a quem nos mata aos poucos nos mata mais ainda.

Mas a iminência da derrota ainda lida com a resistência de quem tenta vencer. Ela não vai acabar na bandeirada ou no apito. A gente ainda há de torcer em paz no esporte. E torce para este ano correr rápido para ver se consegue consertar o estrago do mal imposto como modo de vida.

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BBB22 com Doutor

Atenção! Precisa prestar muita atenção e ter aquele olho habituado a acompanhar: um dos patrocinadores máster da edição 2022 do Big Brother Brasil faz uma leve menção a um ídolo do esporte a motor.

Não é qualquer ídolo. É Valentino Rossi.

Tanto na chamada de 5 segundos pré-programa quanto na propaganda em si, a Avon exibe o famoso 46 do italiano no box que os motoqueiros costumam usar para carregar produtos.

Rossi largou a MotoGP no fim do ano passado e agora vai se dedicar ao automobilismo. Claro, com o 46 de sempre.

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A pedra filosofal da F1

Helmut Marko é provavelmente a criatura mais controversa fora das pistas no mundinho da F1. É o tipo de pessoa de ame ou o odeie – este em muito maior escala. Mas nunca se passa indiferente ao que fala.

O doutor veio agora com um papo de que nada há de mudar em 2022 com a mudança substancial no regulamento técnico da categoria.

“Tivemos dois programas completamente diferentes entre si em 2021. Ambos funcionaram. Não há motivo para acreditar que nós e a Mercedes não seremos favoritos novamente neste ano. A não ser que alguém encontre a pedra filosofal nas novas regras.”

Ouve-se ali e acolá que duas equipes encontraram uma saída, por assim dizer a pedra filosofal, que as demais vão ter de correr atrás. Fala-se em Ferrari e Alpine.

Numa análise superficial, vendo a potência que são, é fácil apostar em Red Bull e Mercedes. Só que grande parte das outras equipes largaram mão do campeonato – a Haas, no caso, o campeonato todo – do ano passado. Há uma mudança no comando das equipes bastante sensível que deve ser considerada: bons profissionais estão trocando de casa. As restrições técnicas e financeiras que são impostas, com um carro muito mais limpo, exige de boas mentes soluções inteligentes, sacadas. Pedras filosofais.

Marko duvida que haja garimpeiros ou um novo Flamel que transforme os carros em ouro. Talvez tenha uma surpresa bastante desagradável quando o campeonato de fato começar no Bahrein, em 20 de março. Porque até lá, quem encontrou a pedra não vai fazer questão alguma de mostrá-la.

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Agora, Val?

Bottas tem jeito de ser um bom sujeito. Mas não adianta fazer a linha Barrichello e resmungar por anos

“Tudo que sei é que se não fosse um bom piloto de equipe, teria havido muito mais tensão no time. Isso significaria menos cooperação entre eu e Lewis. Significaria, a longo prazo, um desempenho não tão bom como equipe como tivemos agora”.

A declaração é de Valtteri Bottas ao Beyond The Grid, o podcast da F1. A reflexão vem neste momento em que se livrou das amarras da Mercedes e, provavelmente, chega em uma fase em que não vai mais brilhar no grid.

Há uma doce ilusão de muitos pilotos que, a bem da verdade, não nasceram para o estrelato. Bottas foi alçado a segundo piloto da Mercedes no momento em que Nico Rosberg picou a mula dias depois de ser campeão. Não era a opção inicial – era Nico Hülkenberg. Valtteri até tinha brilhado em seus tempos de Williams, sendo mais efetivo que Felipe Massa. Até se esperava algum incômodo a Lewis Hamilton.

Bottas preferiu ser o bom moço que o papel de coadjuvante ideal indica. Ser bom moço na F1 não rola. A não ser que se queira mesmo ser bom moço. Daniel Ricciardo um dia há de sair da categoria como um dos mais carismáticos. Que sorriso. Que homem. Que tudo. Talvez ser Mr. Simpatia seja sua intenção. Mas não vai ganhar taça.

Rosberg, sim. Fez de tudo para desestabilizar Hamilton. Independente de como largou o osso, Nico tem lá seu nome na história como o campeão de 2016. Isso lhe custou a amizade com Lewis. Na balança em que mede seus feitos, tenho impressão de que sai satisfeito.

Bottas tem jeito de ser um bom sujeito. Tem se destacado pelos vídeos que faz no TikTok, as piruetas e as dancinhas que dá com o bargeboard em evidência, até mesmo as declarações em si. Mas não adianta fazer a linha Rubens Barrichello, resmungar por anos, dizer que poderia ter sido outro se não fosse o contrato. Não resolveria falar que vai, sei lá, publicar um livro com os bastidores da Mercedes e os podres de Toto Wolff e cia.. Foi escolha dele ser o funcionário-padrão. E mesmo o sendo, em considerável parte do tempo em pista, sequer ajudou.

O negócio é olhar pra frente nestes tempos de Alfa Romeo e ser diferente de quem foi.

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Vettel no lugar de Hamilton?

Grande parte da dúvida vem das entrevistas que o ainda inconformado Toto Wolff tem dado à imprensa europeia.

O assunto segue em evidência neste período de férias da F1: Lewis Hamilton segue sem comunicação ou apto a garantir sua participação na temporada 2022. Grande parte da dúvida vem das entrevistas que o ainda inconformado Toto Wolff tem dado à imprensa europeia.

O chefe da Mercedes segue reclamando do que aconteceu no GP de Abu Dhabi, que “nunca será esquecido”. Sobre Hamilton em si, Wolff apenas disse, ao jornal Kroner, que “espero muito que o vejamos novamente” porque “ele é a parte mais importante do nosso esporte e que “seria um golpe para toda a Fórmula 1 se o melhor piloto decidir se aposentar por conta de decisões ultrajantes”.

Wolff reuniu-se na última sexta-feira com Mohammed ben Sulayen, o recém-eleito presidente da FIA, para tratar do que aconteceu na decisão da F1. No site da entidade, já não há mais os nomes de Michael Masi e Nicholas Tombazis como representantes máximos da área de monopostos. É neste cenário que se encontra o fico ou o saio de Hamilton.

Pensando friamente, não haveria motivo algum para criar um suspense desnecessário. Como consequência da derrota, e da forma que foi, Hamilton largou as redes sociais e passa por um processo que tem sido cada vez mais necessário: a limpeza da mente para uma avaliação completa do todo. 2021 foi intenso demais, talvez a mais acirrada de todas as suas disputas na F1, e o que deve ter recebido de mensagens ameaçadoras de um populacho desgraçado só contribuiriam ainda mais para um isolamento, um sumiço maior e uma decisão precipitada.

Wolff também deve estar ansioso para saber se o heptacampeão volta, mas o alemão Bild já especula que uma eventual saída de Hamilton aponta as luzes para Sebastian Vettel.

Seria a escolha mais óbvia e natural: Wolff tem lá suas ações na Aston Martin, que é, debaixo das cortinas, uma parceira da Mercedes. Que precisaria de um piloto experiente e em uma situação cujo contrato não fosse uma grande objeção. E que voltaria a estar em uma equipe de ponta para duelar contra um Max Verstappen que é visto por parte da Red Bull — leia-se Helmut Marko — como mais talentoso que o próprio Vettel.

Perder Hamilton assim seria um golpe terrível para a Fórmula 1 e para a história. Mas se a Mercedes tiver Vettel, o campeonato tem uma deliciosa disputa a se acompanhar.

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Caiu Masi

Então quer dizer que a FIA, agora de presidente novo, atualizou lá o organograma geral em seu site oficial e retirou os nomes de Michael Masi e Nicholas Tombazis do comando da área de monopostos.

Então quer dizer que o acordão, com Mercedes, com tudo, aquele que era suspeito desde que a equipe havia retirado sua intenção de ir ao TAS para brigar pelo título de Lewis Hamilton — e tinha razões legais para tal —, parece estar em vigor mesmo.

Agora aparece o nome de Peter Bayer, que é/era secretário geral do esporte da entidade desde 2017. Foi diretor na federação internacional de snowboard e diretor-executivo dos Jogos Olímpicos da Juventude de Innsbruck 2012.

Não se imagina que um secretário geral com este passado não muito automobilístico assuma as funções de diretor de prova, por exemplo. Mas tudo indica que a primeira parte para que a temporada 2021 não fosse decidida no tapetão esteja devidamente encaminhada.

Agora é ver se isso enfim dobra Hamilton para que se convença de correr na F1 2022 e quem a FIA de fato vai colocar no lugar de Masi. Que já deveria ter caído assim que a bandeira foi dada em Abu Dhabi.

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O que será de Hamilton?

Então o repórter Craig Slater, da Sky Sports, cita fontes próximas a Lewis Hamilton, que indicam que ainda há dúvidas sobre sua sequência na F1. Andrew Benson, da BBC, vai na mesma linha e diz que o inglês segue “desiludido” com o que aconteceu em Abu Dhabi e que “perdeu a confiança” na FIA.

Entrevistado, o novo presidente da entidade, Mohammed Ben Sulayem, disse que Hamilton “não está 100% pronto para responder” se vai continuar na categoria após conversar com o heptacampeão.

Faz um mês que a decisão do campeonato aconteceu da forma como vimos. Dias depois, a FIA se prontificou a dizer que iria analisar minuciosamente tudo que tinha ocorrido na sequência do acidente de Nicholas Latifi e naquelas voltas finais em que Michael Masi simplesmente deveria ter feito o mais simples: dado bandeira vermelha e condições iguais aos dois postulantes ao título.

Diz a BBC que, na verdade, a Mercedes não foi adiante em sua proposta de levar o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) contanto que Masi e Nicholas Tombazis, responsável pela área técnica dos monopostos, caíssem. O problema é que a FIA até poderia aceitar de imediato, mas não tem quem colocar no lugar sobretudo do diretor de provas da F1.

É um baita pepino para se resolver a um mês e meio do início dos importantes testes com os novos carros de 2022. Ainda duvido que Hamilton desista assim de correr e que só esteja esperando a varrida na FIA. Até porque ele tem de medir o que vale mais: sua volta por cima, querendo esmagar Max Verstappen, ou sua desilusão que um dia há de passar, e aí, olhando de fora, fica mais simples de decidir em favor da primeira.

Porque se Lewis cair fora, meu amigo, o que vai ter de piloto ligando para Toto Wolff — se ele não picar a mula também — e o que muda o campeonato como um todo…

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Indy em dose dupla

A Indy está garantida em território brasileiro pelas próximas três temporadas e em duas vias. A Cultura renovou o acordo para exibição em TV aberta e, finalmente, a ESPN volta a transmitir a categoria em TV fechada e pelo streaming no Star+.

Nas mãos de Roger Penske, a Indy ganha cada vez mais corpo. Em meio à pandemia, vai ampliar seu grid para 2022. Negocia há tempos com outras montadoras para que, na ponta final, haja mais negócios, equipes, interesse e, claro, aquele congestionamento em Indianápolis para que 40 ou mais carros queiram disputar a corrida e nos proporcione aquele ‘Bump Day’ maravilhoso.

Com isso, volta a atrair mais público. No GRANDE PRÊMIO, por exemplo, 2021 registrou recorde histórico.

A Cultura está investindo bastante em esporte e automobilismo – tem a Fórmula E também no menu. E vai manter os calhordas Geferson Kern e Rodrigo Mattar nas transmissões, uma dupla que mostrou entrosamento desde a primeira etapa. Sabem do negócio. Na ESPN, haverá transmissão dos treinos classificatórios e de todas as etapas – e conversas estão em andamento para que haja entregas complementares. Renan do Couto manja do riscado, já cobriu etapa lá fora e tudo mais. E eu, cêis sabem, amo a Indy e não vejo nenhum lugar no mundo como Indianápolis para cobrir corrida. Estive lá cinco vezes. Não vejo a hora de voltar e de fazer parte disso.

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Hamilton e Schumacher: a luta dos maiores (e melhores)

Um dos maiores pilotos da história completa neste 7 de janeiro 37 anos. O outro maior da história completou 53 quatro dias antes. Um adotou o silêncio depois do baque pela forma como perdeu o oitavo título da F1 no ano passado. O outro deve seguir em silêncio até que se ouça dele o que não se gostaria de ouvir.

Muito se especula sobre o que Lewis Hamilton vai fazer neste ano por conta de seu sumiço. Incrivelmente, tem quem ponha um asterisco sobre sua participação na temporada 2022. Por força mental e física, gana e objetivo de vida, difícil ver o inglês desistindo, à Rosberg, largando tudo do nada. Tem um detalhe nisso tudo: mês passado foi lançada numa plataforma uma série de aulas dadas pelo próprio Hamilton em que fala de superação de desafios e outros temas vividos por ele. Este homem há de vir com tudo para ganhar o oitavo título.

Há tempos se especula sobre como Michael Schumacher vive. Mais de oito anos após o aparentemente bobo acidente na estação de esqui de Meribel, não há uma certeza, mas a convicção de é o que sua esposa, Corinna, soltou em todo este tempo: é diferente. Se é numa cama, numa cadeira, acordado ou não, nunca será mais aquele Schumacher. E é difícil aceitar que um homem que viveu de esporte de alta velocidade fique ali parado por tanto tempo. Talvez nem ele mesmo aceite e não tenha como comunicar aos seus. Schumacher, no fim das contas, deve se superar para seguir em frente.

Hamilton e Schumacher, os maiores. Imensos. Grandes como o esporte pede. Lutando cada um a seu modo. Como a vida pede.

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