Ben Sulayem, o covarde

Já tem um tempo que queria colocar em palavras o que sinto a respeito de Mohammed ben Sulayem.

Não são necessárias muitas linhas para aquele que defino como o Rolando Lero do esporte: finge que entende do que está falando, mostra-se íntimo dos ‘mestres’ e, mesmo quando tentam lhe ajudar, solta uma patacoada.

Foi assim com o caso dos brincos e joias que tinha como objetivo claro atingir Lewis Hamilton, foi assim com a garantia absurda de manutenção daquele GP da Árabia Saudita em meio a bombas, foi assim quando a entidade soltou o calendário da Fórmula 1 à revelia da categoria e das equipes, também foi quando resolveu fazer troça de Christian Horner em plena premiação da FIA, a entidade que preside, e também foi assim quando resolveu dizer que o preço da Fórmula 1 é inflacionado, até se achar o rei demais e tentar implantar uma censura aos pilotos da F1.

Ben Sulayem é de um mundo nada afeito às bases democráticas. Seu modo de governar, pois, é ditatorial. Mas dentre a esfera de ditadores, Ben Sulayem é, por assim dizer, de uma ala bolsonarista, de inteligência mínima, bem xucra. Bem Sulayem é um xucro rico. Um xucro rico que achou legal e bacaninha, talvez para dizer aos amigos de carteado ou narguilé, o popular nargas, que seria legal brincar de guerra contra a Fórmula 1.

Pois neste 8 de fevereiro, depois de tudo isso, anunciou que não quer mais brincar na guerra que quis construir: não será mais o homem que vai lidar diretamente com a Fórmula 1, deixando no front Nikolas Tombazis.

Covardes agem dessa maneira: incitam e depois recuam. Depois vai alegar que jamais cometeu qualquer ato ilícito ou que prejudicasse a Fórmula 1, depois vai dizer que jamais quis impor uma mordaça, depois vai jogar a culpa na cúpula da Fórmula 1 – que tem, sim, suas mãos nisso tudo –, depois vai fazer de tudo para se manter no poder da FIA e ficar mais quatro anos na entidade. E o que fez Ben Sulayem como comandante da entidade máxima do automóvel e do automobilismo? Nada.

Entendem como funciona o negócio que a gente… bem entende?

Ben Sulayem é um covarde que, se não for rifado logo, vai procurar após o fim de seu mandato uma Flórida no Oriente Médio para se esconder.

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