McLaren MCL36: um carro trikas

A McLaren apresentou o carro 2022 não só da F1, mas da Indy e da Extreme E. A cerimônia aconteceu ao vivo na noite da sexta no horário inglês e demorou um certo tempo – a gente nunca fica contente: se solta um vídeo, é parco; se enrola muito, é enfadonho. Ao menos, a equipe apresentou de fato um carro, tal qual fizera a Aston Martin no dia anterior. Aliás, o AMR22 é a comparação direta do MCL36 por usar motores Mercedes. E nota-se uma diferença bem grande nas soluções encontradas pelos engenheiros. Aos detalhes.

A faixa azul clara que foi vista nas pinturas especiais em Mônaco e Abu Dhabi ganhou caráter oficial para a temporada toda e se estendeu para o carro de Félix Rosenqvist na Indy como um todo; o de Pato O’Ward mantém o esquema laranja e preto e uma leve faixa azul só no cockpit.

A cobertura do motor é extensa, linear e robusta e vai até o limite da asa traseira.

A asa traseira em si é parecida com o que a Red Bull mostrou em seu show car com um formato em M.

As entradas de ar nas laterais são grandes e não há as brânquias vistas no carro da Aston Martin.

Há combinação de pullrod na suspensão dianteira – o braço vai do trapézio superior até a parte baixa do chassi – com pushrod – o braço vai do trapézio inferior à parte superior; os demais, aparentemente, vão todos de pushrod na frente.

Notei um certo muxoxo do público com o layout em si, do qual discordo frontalmente. Para mim, por enquanto, o mais bonito carro apresentado até agora. Laranja, preto e azul claro: a McLaren tem um carro trikas, como diriam por aí. Não tem jeito.

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