Hamilton e Schumacher: a luta dos maiores (e melhores)

Um dos maiores pilotos da história completa neste 7 de janeiro 37 anos. O outro maior da história completou 53 quatro dias antes. Um adotou o silêncio depois do baque pela forma como perdeu o oitavo título da F1 no ano passado. O outro deve seguir em silêncio até que se ouça dele o que não se gostaria de ouvir.

Muito se especula sobre o que Lewis Hamilton vai fazer neste ano por conta de seu sumiço. Incrivelmente, tem quem ponha um asterisco sobre sua participação na temporada 2022. Por força mental e física, gana e objetivo de vida, difícil ver o inglês desistindo, à Rosberg, largando tudo do nada. Tem um detalhe nisso tudo: mês passado foi lançada numa plataforma uma série de aulas dadas pelo próprio Hamilton em que fala de superação de desafios e outros temas vividos por ele. Este homem há de vir com tudo para ganhar o oitavo título.

Há tempos se especula sobre como Michael Schumacher vive. Mais de oito anos após o aparentemente bobo acidente na estação de esqui de Meribel, não há uma certeza, mas a convicção de é o que sua esposa, Corinna, soltou em todo este tempo: é diferente. Se é numa cama, numa cadeira, acordado ou não, nunca será mais aquele Schumacher. E é difícil aceitar que um homem que viveu de esporte de alta velocidade fique ali parado por tanto tempo. Talvez nem ele mesmo aceite e não tenha como comunicar aos seus. Schumacher, no fim das contas, deve se superar para seguir em frente.

Hamilton e Schumacher, os maiores. Imensos. Grandes como o esporte pede. Lutando cada um a seu modo. Como a vida pede.

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