De Tomate a Djoković

Tomate veio lá do Acre para salvar o Andirá contra o Atlético-MG na Copinha de futebol que sempre nos reserva histórias legais. Então o goleiro foi sacado após o juiz marcar um pênalti contra seu time. O reserva entrou, mas não obteve sucesso. A cena de Tomate, o nada popular Eduardo Filgueira da Silva, sendo abraçado pelos seus no banco nos faz sentir a dor de um moleque que se sentiu injustiçado e nos faz pensar além: o que motivou sua troca? Por que o técnico ainda não foi demitido? O abraço do público veio no formato que as redes sociais permitem: segui-lo; já são mais de 300 mil no Instagram, e contando.

Djoković veio lá da Sérvia para aos poucos conquistar seu lugar na história do tênis. Com um carisma que arrebatou milhões, foi chegando aos pés de Roger Federer e Rafael Nadal, passou a #1 e obteve títulos e Grand Slams que até permitiriam, ali e acolá, considerá-lo como um dos melhores de todos os tempos. Então o tempo nos trouxe a pandemia e mostrou do que o popular Novak é feito: de egoísmo e limitação intelectual. Djoković achou que sua grandeza poderia ser o passaporte de entrada em uma Austrália rígida com as leis. Antivax, inventou desculpas para dar a também popular carteirada, e agora depende de advogados para não ser deportado. O vexame só aumenta. Quem é consciente sequer chega perto dele para dar um abraço com medo de ser contaminado com qualquer variante do coronavírus que por ali rondar. Fosse no Brasil, sabemos quem o engoliria sem muitas obstruções.

Tomate tem de tomar muita Maizena para ser um Manga. Djoković tem de tomar vacina e vergonha na cara – nunca será um Federer ou Nadal. O esporte tem destas histórias: quem é pequeno tem de batalhar muito para ser grande; quem é grande passa a viver sobre um fio que é rompido rapidamente quando sua pequenez fica evidente.  

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