SÃO PAULO | O Felipe Giacomelli, dançarino nato de arrasta-pés neste mês, repercutiu ontem uma notícia da gloriosa ‘Associated Press’ de que a Red Bull deve deixar a Nascar no fim da temporada. A companhia avaliou que a venda de seus produtos para seu público-alvo caiu vertiginosamente, muito ao fato de que a equipe não tem apresentado resultados profícuos.
Tempo atrás, rabisquei alguns parágrafos sobre a estratégia da Red Bull em todo o mundo, e no automobilismo não é diferente: a companhia quer estar nas categorias de mais atenção nos mais diversos lugares. Acontece na F1, na MotoGP, no DTM, no WRC, na Stock Car. No mercado americano, a companhia dos energéticos estava fincada na IRL e tinha uma parceria com a Cheever até 2005. Como a categoria não era um torpor de audiência, ainda rivalizava com a Cart/Champ Car e o acordo com o time de Eddie Cheever não era dos mais bem casados, lá foi a Red Bull para a Nascar.
Penso cá que a tática de marketing deles não deve ser alterada, e eles vão ainda utilizar o automobilismo norte-americano para promover seus produtos. Com a Indy agora unificada, com pilotos de bom nível e um novo pacote aerodinâmico, que estimula a competição entre as equipes — e sem a Cheever —, é bem possível que a Red Bull reavalie um retorno àqueles monopostos.