
A chuva seria menos ‘fake’, hão de dizer, todos estariam em condições iguais. Não é tão verdade, assim. Há a variação entre intermediários ou ‘wets’, que se torna tão estratégico quanto apostar no macio ou duro. Na chuva, há de prevalecer o piloto sobre a máquina e o controle que tem no piso molhado. Vettel não o teve hoje, o que não significa que seja bração, muito pelo contrário. Mas o que quero dizer é que a chuva deixou de ser uma ambição porque as corridas em condições normais têm suprido sua ausência.
Uns institutos ainda falam que pode chover na Turquia, então o primeiro treino pode servir para algo. Do contrário, põe só no anal da história que Alonso foi 2 segundos mais rápido que Rosberg. O segundo, sim, pista seca, asfalto anti-Anhembi, Button na frente e Alonso com uma pá de problemas hidráulicos. E Fernandito vem falar em passo à frente, tsc, tsc… Passo à frente, mesmo, deu a Mercedes, com Rosberg sempre pondo tempo em Schumacher. Não deve ser fácil ser Schumacher pós-Schumacher. Webber ficou em quinto e Vettel mal treinou pela batida no TL1, o que deve dificultar sua vida na luta pela manutenção na invencibilidade no ano em poles. Aí chega amanhã, e Seb crava todo mundo. E é isso que vai acontecer, é o que diz Mãe Jatira.
Em que condições forem, Istambul/Kurtkoy deve receber (pela última vez?) uma corrida de alto nível. Se este é o melhor circuito desenhado por Tilke, e as corridas anteriores em suas pistas foram pra lá de boas, não há como pensar diferente.
Sauber e Force India vêm escalando o pelotão e já começam a encostar na Lotus Renault, que quer brigar com a Ferrari. Não que vá haver uma briga entre as quatro, mas isso demonstra como a casa de Maranello também tem lá suas coisas a arrumar. Toro Rosso continua um degrauzinho atrás e a Williams, coitada, tá perdida. Barrichello já tem entregado as fichas e já admitiu em entrevista à Folha que pode deixar a equipe de Grove, depois de falar que tudo precisa ser mudado lá dentro. Rubens tem seus altos e baixos na carreira, falou muita coisa errada e teve atitudes intempestivas e inexplicáveis, como todo mundo tem, ressalte-se, mas não se pode questionar seu valor como piloto. Passar 15 ou 16 corridas de martírio numa casa como a da dona Kimiko, Ke-Miko, sei lá o nome daquela japa que participou do programa do Hulk, é tudo menos o que RB precisava nesta fase da carreira e da vida.
Talvez seja melhor sair que Barrichello saia, mesmo. Porque a casa da dona Kimiko, a gente nota, é muito difícil de pôr em ordem.
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