A pedra filosofal da F1

Helmut Marko é provavelmente a criatura mais controversa fora das pistas no mundinho da F1. É o tipo de pessoa de ame ou o odeie – este em muito maior escala. Mas nunca se passa indiferente ao que fala.

O doutor veio agora com um papo de que nada há de mudar em 2022 com a mudança substancial no regulamento técnico da categoria.

“Tivemos dois programas completamente diferentes entre si em 2021. Ambos funcionaram. Não há motivo para acreditar que nós e a Mercedes não seremos favoritos novamente neste ano. A não ser que alguém encontre a pedra filosofal nas novas regras.”

Ouve-se ali e acolá que duas equipes encontraram uma saída, por assim dizer a pedra filosofal, que as demais vão ter de correr atrás. Fala-se em Ferrari e Alpine.

Numa análise superficial, vendo a potência que são, é fácil apostar em Red Bull e Mercedes. Só que grande parte das outras equipes largaram mão do campeonato – a Haas, no caso, o campeonato todo – do ano passado. Há uma mudança no comando das equipes bastante sensível que deve ser considerada: bons profissionais estão trocando de casa. As restrições técnicas e financeiras que são impostas, com um carro muito mais limpo, exige de boas mentes soluções inteligentes, sacadas. Pedras filosofais.

Marko duvida que haja garimpeiros ou um novo Flamel que transforme os carros em ouro. Talvez tenha uma surpresa bastante desagradável quando o campeonato de fato começar no Bahrein, em 20 de março. Porque até lá, quem encontrou a pedra não vai fazer questão alguma de mostrá-la.

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